Toda aquela
chacina deixaram Carol e Diogo desesperados, não
sabiam mais o que fazer, estavam já quase conformados, apenas esperando a
morte.
- AHHHH! Não acredito, vamos morrer aqui, nesse fim de mundo e ninguém
ficará sabendo, já estou me conformando e esperando a morte. – Fala Diogo
enquanto corre.
- Não me diga isso Diogo! Eu ainda quero viver! Não quero ter um fim nesse
lugar horrível, temos que dar um jeito de sairmos daqui, vamos voltar a cabana
e resgatar o Rafael.
- Você tem razão, ainda há uma forma de sairmos daqui, mais precisamos buscar
o Rafael antes.
- Já tem um plano?
- Claro que sim, eu já te explico, vamos rápido para aquele cabana.
- Está bem.
Carol e Diogo seguem em direção a cabana, ao chegarem lá Diogo começa a
explicar a Carol o plano que tinha em mente.
- Então Carol o plano é o seguinte, mais antes de mais nada você vai ter
que ser corajosa, pois agente vai ter que se expor pra esses assassinos.
- Tá eu serei corajosa, pode falar.
- Como você é menorzinha é mais fácil pra você entrar na casa sem ser
vista, então o plano é você entrar lá e averiguar se os pais do garoto estão lá,
se eles não tiverem pegue essa pedra, e jogue por aquela janela ali! – Diogo aponta
para a Janela perto da porta. – Em seguida eu entrarei pra enfrentar aquele
capetinha, que se eu estou certo deve ainda estar vivo, e protegendo o local
onde Rafael está.
- Tá mais e se eles tiverem lá e me verem?
- Você corre pra fora assim eu pelo menos poderei tentar acertar o
grandão, a mulher é o menor dos nossos problemas, mais eu tenho quase certeza
de que eles saíram atrás de nós.
- Está bem, estou confiando em você Diogo! Essa talvez seja a nossa única
chance de fugir desse inferno!
- Pode deixar Carol, estarei aqui esperando seu sinal, iremos acabar com um
dos assassinos agora!
Carol entra sorrateiramente dentro da casa, e anda pelos cantos percebendo
que não havia ninguém ali, foi a até a mesa e pegou uma faca que estava em cima,
e voltou até perto da janela, onde jogou uma pedra para sinalizar Diogo.
- Psiu, pode vim! – Cochicha Carol.
Diogo entra na casa, e os dois em meio aquele monte de sinais um para o
outro, para não fazerem barulho, vão em direção ao corredor, onde estava a sala
de tortura. A sala estava vazia e a porta onde Rafael estava estava trancada,
até que os dois escutam uma voz atras deles:
- Estão de volta? Vamos brincar de lutinha agora então? – Fala Allan
Os dois viram para atrás e no mesmo momento Allan ja está levando seu
facão em direção aos dois, que desviam rapidamente com um reflexo rápido. Diogo
sem pensar muito avança pra cima do garoto, pulando em cima dele, que acaba
sendo ferido pelo facão infincado em seu abdomêm, mais tem sucesso ao conseguir
perfurar o coração de Allan com a faca que Carol lhe deu.
- Moleque lazarento, conseguiu me ferir ainda assim! E ainda morre rindo
esse psicopata!
Diogo cai ao lado do garoto que estava morto com a faca em seu peito e um
sorriso no rosto. Carol vendo o ferimento de seu amigo, vai até ele para
socorre-lo.
- Diogo, olha o que ele fez, ele te feriu. – Fala Carol colocando a mão
perto do local onde o facão estava enfincado.
- Não tire, só irá piorar as coisas, eu já estou no fim, o importante é
que eu consegui ao menos matar um desses psicopatas, e espero que você e o
Rafael consigam escapar desse lugar. – Diogo começa a cuspir sangue e mesmo
assim solta um último sorriso – Obrigado por ser minha amiga.
Carol começa a chorar vendo que seu amigo morre ao seu lado e não pode
fazer nada para ajuda-lo, a tristeza e o ódio consumiam Carol.
- Eles vão me pagar, custe o que custar eu e Rafael sairemos daqui, nem
que eu tenha que matar um exército de psicopatas eu vou sair daqui!
Carol pega a faca que estava no peito de Allan e a chave em seu bolso e
vai em direção a porta, ao abri-la vê Rafael caído no chão, estava sem um braço
sem camisa com a parte cortada cheia de panos pra estacar o sangramento.
- Rafael! Ei! Rafael! Está bem?
- Hã? Carol? Ainda está viva?
- O que houve com você?
- Aquela mulher vadia arrancou um braço meu.
- Vem vamos até a cozinha vamos cauterizar esse braço, assim pelo menos
você não tem uma hemorragia.
- Está bem vamos logo, sinto como se estivesse vazio por dentro, sem
sangue, foi dificil manter esses panos aqui. Mais por sorte a dor parou.
- Sim, agora vem. – Carol coloca Rafael em seu ombro e o leva até a
cozinha.
- Ahhhhhh, Diogo está morto? – Fala Rafael ao ver seu amigo morto em um
canto do corredor.
- Sim, ele se sacrificou para me salvar, agora vem não podemos demorar
muito logo aqueles dois brutamontes estarão aqui de novo.
- Você diz aquele cara grandão e a mulher bonita locona?
- Sim, agora xiu.
Carol pega o braço de Rafael e o estica levando até o fogão onde o acende
e começa a cauterizar a ferida. Rafael se segurava pra não gritar, pois a dor
era grande demais.
- Não grita, aguenta firme, já estou acabando.
- Vai logo Carol, isso dói pra caralho! – Fala Rafael de debatendo pra não
gritar de dor.
- Pronto, acabei. Agora pega, toma um gole dessa água, pra hidratar.
- Esta bem, mais ainda está doendo pra caralho.
- Você esperava o que? Não temos remédio pra anestesiar você aqui, estamos
em uma selva seu tonto, agora pega essa faca, precisamos de armas pra nos
defender.
- Está bem, vamos aonde agora?
- À praia, precisamos ver se no barco tem alguma arma de fogo, armas
branca não são mais tão úteis eles tem armas.
- Eles quem? O que está acontecendo Carol? Porque você está tão séria? E cadê o Pedro
também, ele morreu também?
- Bom Rafael, é uma longa história, vou apenas resumir a você: Enquanto
você estava lá no quarto, eu e
Pedro fomos levados até a sala de tortura, o
Pedro foi torturado, mais o Diogo ajudou a gente a escapar, tivemos que fugir e
deixa-lo, então enquanto corríamos na
floresta, ouvimos um helicóptero, fomos até ele para ver se era alguém que ia
nos ajudar, mais na verdade era o pai do Gabriel.
- E o que que tem? Ele ajudou vocês?
- Não, ele quem fez isso conosco, ele é um psicopata que tem brincado com
a gente desde o começo, o
Gabriel é da mesma laia dele e aquela família foi
contratada por ele para matar a todos nós, e agora ele está atrás da gente.
- Meu Deus que terrível, vamos logo então até aquele barco.
Carol e Rafael saem correndo da casa em direção a praia, o mais rápido que
podem correr, o desespero era óbvio em suas faces e a esperança, estava a flor
da pele.
- Corre Rafael! Temos que ir mais rápido!
- Calma mulher, estou sem um braço e tá dolorido pra caramba, está difícil
correr assim!
- O que estamos fazendo aqui cara? – Fala um dos homens.
- Só procurando aqueles dois, eles podem estar aqui.
No mesmo momento Carol sai do barco, vendo os dois homens ali, ela aponta
a arma e atira em um dos dois que estavam distraído, e no mesmo momento Rafael
corre até o outro e corta sua garganta.
- Conseguiu encontrar uma arma é!?
- Pra nossa sorte, senão eles teriam me matado aqui agora. Aproveita e vamos
pegar essas armas deles.
- Tudo bem, agora onde vamos?
- HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA, vocês não vão a lugar algum! Isso acaba aqui! –
Fala John saindo do meio da floresta.
- Não se aproxime seu brutamonte, ou eu atiro! – Fala Carol apontando a
arma em John.
- Não tenho medo dessa sua arma sua vadia.
No mesmo instante uma flecha atinge a mão de Carol, fazendo com que ela
derrube sua arma no chão. Então John corre até Rafael e acerta um chute em sua
barriga que cai no chão.
- HAHAHA, dois merdinhas que insistem em ficarem vivos, mais isso vai
acabar agora, já estou cansado de vocês dois!
Depois que John fala, Vicky aparece trás de uma árvore com arco,
preparando para atirar.
- Mata eles querido. Quero ver sangue! – Fala vicky com um olhar
assustador
- Deixa comigo querida. – John levanta seu cuturno preparando para esmagar
a cabeça de Rafael, que pega
sua faca e enfinca no pé de John.
- Ahhhh! Caralho você esfaqueou meu pé seu bostinha! – Fala John, que no
mesmo momento leva um tiro na cabeça de Rafael.
- Ufa! Ainda bem que essa arma estava aqui do lado, agora é sua vez
ruivinha demoníaca. – Fala Rafael que
atira na cabeça de Vicky, que acaba
soltando uma flecha que vai em direção a Carol.
A Flecha que soltou do arco de Vicky acaba acertando o mesmo lugar que
havia sido acertado mais cedo uma faca. Carol caí no chão e começa a gritar de
dor.
- AHHHHHH! BEM ONDE AQUELE GAROTO TINHA ACERTADO A FACA!
- Calma ai Carol, vem vamos andando, agora não posso ajudar a tirar essa
flecha, vai ter que aguentar até chegarmos no helicóptero,e falando nisso em
que direção está ele?
- Ai, está bem, eu acho que consigo aguentar, ele está naquela direção! –
Aponta Carol para o Nordeste.
Levando Carol no ombro, Rafael segue em direção ao helicóptero, e claro
pronto para encarar o pai de Gabriel. Os dois seguiam para nordeste com Carol
ferida, Rafael tirava forças da onde nem ele mesmo mais acreditava haver
forças, sua vontade de salva-la era grande.
- Rafael! Para um pouco, você está exausto, você precisa descansar.
- Não posso descansar até que você esteja segura, não vou desistir!
- NÃO RAFAEL! POR FAVOR PARE AQUI! VOCÊ PRECISA DESCANSAR! Ainda está
muito longe e você não está mais nem aguentando ficar em pé.
- Está bem, apenas alguns minutinhos só porque você está pedindo.
- Obrigado, agora eu preciso lhe dizer uma coisa antes de continuarmos.
- Pode falar Carol, estou ouvindo.
- Obrigado, por tudo, obrigado por me ajuda, eu te amo.
- O-o que...? Você me ama?
- Sim, eu te amo! – Carol poem suas mãos no rosto de Rafael e o beija.
Depois daquele beijo, Rafael se sentiu forte, seu sentimento por Carol
também era grande, mais aquele não era o momento que Rafael tinha a coragem de
expressa-lo.
- Porque você fez isso? – Pergunta Rafael.
- Por que essa talvez seja a ultima chance de lhe dizer o que eu sinto e
também de me expressar com você.
- Obrigado Carol, isso me fez se sentir melhor, agora podemos prosseguir?
- Esta bem, vamos.
- Não tem ninguém lá, quer ir mais perto? – Pergunta Rafael.
- Okay, mais com cuidado.
Os dois começam a se aproximar mais, por meio das árvores e acabaram
reparando que não havia ninguém
ali, estava vazio. Os dois começam a chegar
perto do helicóptero, quando escutam um ruido atrás deles.
- Onde o casalzinho pensa que vai? – Fala Paulo apontando uma arma pra
eles.
- Paulo! Seu psicopata, nos deixe em paz! – fala Rafael.
- Não mesmo, vocês são minhas caças, e agora a brincadeira acabou. – Paulo
atira sua arma, que ia acertar Carol, que é salva por Rafael que entra na frente
e arranja forças para ir até Paulo.
- SEU FILHO DA PUTA, VOCÊ MATARÁ MAIS NINGUÉM, ACABOU EU VOU LHE MATA! –
Fala Rafael que pula em cima de Paulo.
- RAFAEL! CUIDADO! – Grita Carol.
Rafael começa a soquear Paulo com seu único braço deixando Paulo com o
rosto todo sangrando, que acaba cansando e caí em cima de Paulo.
- Ah seu merda, você deformou meu rosto! – Paulo pega a sua arma e dá
outro tiro em Rafael, acertando
em sua barriga.
- AHHHHHHH! SAI DE PERTO DO RAFAEL SEU BRUTAMONTE! – Fala Carol que corre
até os dois e tira Rafael de cima de Paulo, que levanta dando soco em Carol.
- Você também vai morrer vadia! – fala Paulo, que no mesmo momento leva
uma facada no tendão de Rafael que ainda estava vivo.
Carol vendo Paulo caído pega a uma pedra que estava do seu lado e começa a
bater com a pedra na cabeça de Paulo, que acaba tendo sua cabeça amassetada
pela pedra.
- AHHHHHHHHHHH NÃOOOOOOOO! Rafael! Aguenta firme meu querido.
- (Coff)... (Coff)... – Cospe Rafael soltando sangue de sua boca.
- Aguenta firme Rafael, acabou, eu matei ele. Agora é só aguentar.
- Não.. Carol... Já era... Estou no meu fim... Hahaha... Mais valeu a
pena... pelo menos vou morrer feliz em saber... Que você... (Coff)... Me ama...
Mais saiba... (Coff)... (Coff)... EU... T-T-T-E... A-A-A-A-M-M-O.... – Fala Rafael
que vira o rosto já morto.
- AHHHHHHHHHHHH! Não por favor, Rafael, não! Por favor! Eu também te amo!
Volta AHHHHHHHHHH! – Grita Carol em desespero beijando Rafael, tentando faze-lo
voltar.
Estavam todos mortos, só havia restado Carol, que chorava abraçando seu
amado, sem saber o que fazer.
- Todos mortos, Rafael, Pedro, Amanda... (Snif)... Diogo, Flávia, Ana,
Bruno. Porque? O que farei agora?
-
Grita Carol aflita.
Carol pega o corpo de Rafael e o coloca dentro do helicóptero, onde ela
entra e liga-o mesmo sem saber como pilotar, Carol cria força de vontade para
sair dali. O helicóptero começa a decolar, onde ele segue em direção a cidade,
que rapidamente chega a cidade, Carol vendo um heliporto em cima de um hospital
decide pousar ali. Após isso Carol não de lembra de mais nada, apenas apagou.
- Onde estou!? – Acorda Carol em uma cama de um quarto do hospital.
- Você está no hospital, você estava muito ferida, o que houve? – Pergunta
o Médico.
- Na ilha. O Rafael, ele está bem?
- Que ilha? E quem é Rafael?
- Meu namorado.
- Você diz o moço que estava com você no helicóptero, sinto muito não
havia nada que podiamos fazer, ele já estava morto. Mais o que aconteceu com
você? Você precisa nos dizer para que possamos lhe ajudar.
- Eu estava em uma ilha de férias com meu amigos, uns psicopatas nos
atacaram, eles mataram a todos e só eu consegui sobreviver! – Fala Carol
chorando.
- Hum... Está bem, e quem eram esses psicopatas?
- Paulo, Paulo Carter, os outros não conheço.
- Paulo Carter?- Pergunta o médio já virando e cochichando com a
enfermeira.
A enfermeira vai até Carol e ceda ela.
- Veja só, essa garota conseguiu sobreviver, maldito Paulo Carter!,
novamente, só que dessa vez o desgraçado estragou todo o plano! – Fala o médico
com outro tom de voz.
- Sim, quer que eu avise a “ele” que a garota conseguiu escapar da ilha?
- Sim vá avisar a ele.
A Enfermeira pega o telefone e liga para um homem:
- Senhor Paulo Carter não conseguiu cumprir a missão, uma garota ainda
está viva.
- O QUE? Estou indo ai, quero resolver isso agora.
Dez minutos depois o homem chega
até o hospital,e vai até o quarto onde Carol está.
- Aquele Paulo, é um inútil mesmo! Matem ela e falem que ela não conseguiu
resistir aos ferimentos, não podemos deixar que a policia chegue aqui, eles não
podem ficar sabendo do plano.
- Esta bem senhor. Mais senhor e os carros deles que eles deixaram no
cais? – Pergunta o médico.
- Esqueceu que eles deixaram eu cuidando do carro? Eu estou com as chaves,
vou me livrar deles agora mesmo! E vocês se livrem dela!
25 de Fevereiro de
2008.
- Segundo notícias, um grupo de psicopatas sequestrou um grupo de amigos,
levando-os a uma ilha, no qual eles mataram a todos, hoje 13 dias após o
incidente na ilha de Terry Dog, os suspeitos foram finalmente encontrados,
foram mais de 2 anos de investigação, e mais de 100 pessoas mortas. Segundo
registros, os mortos do último incidente foram: Rafael Pedroso, 21, Pedro Castano,
25, Amanda Castano, 24, Carol Becker, 18, Gabriel Carter, 26, Paulo Carter, 48,
Flávia Bilk, 22, Ana Bonfim, Bruno Brito, 29, Rafaela Duarte, 23, e Diogo
Farias, 26, todos os corpos dos vítimas foram encontrados, exceto o de Carol
Becker. As famílias das vítimas afirmaram que a ilha pertencia a família Carter,
e os suspeitos que foram encontrados admitiram os crimes, e foram condenados a
prisão perpétua. TV Notícias, agradecidos por assistirem.


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